Você sabe o que é WCAG?

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A WCAG - Web Content Accessibility Guidelines -  é um conjunto de diretrizes de acessibilidade a conteúdos disponíveis na Web, que apresenta recomendações para tornar o conteúdo acessível aos usuários finais, dando ênfase aos usuários portadores de necessidades especiais. Seu conteúdo é publicado e atualizado pela W3C – Web Accessibility Initiative.

Possui três níveis de prioridades:

  • A (Prioridade 1) – Determina que os desenvolvedores web precisam satisfazer estes requisitos, caso contrário será impossível acessar o conteúdo web.

  • AA (Prioridade 2) – Determina que os desenvolvedores web devem satisfazer estes requisitos, caso contrário os usuáriosterão dificuldades em acessar o conteúdo web.

  • AAA (Prioridade 3) – Determina que os desenvolvedores web podem satisfazer estes requisitos, pois facilitará o acesso ao conteúdo web.

Seguir essas recomendações tornará o conteúdo web mais acessível para um amplo grupo de pessoas portadoras de necessidades especiais. Para melhor entendimento das recomendações e atender as necessidades de todos, são fornecidos vários níveis de abordagens, que incluem princípios, recomendações, critérios de sucesso e técnicas de tipo suficiente e de tipo aconselhada.

Princípios

São apresentados 4 princípios:

  • Perceptível

    • A informação e os componentes da interface do usuário devem ser apresentados aos usuários em formas que eles possam perceber.

  • Operável

    • Os componentes de interface de usuário e a navegação devem ser operáveis.

  • Compreensível

    • A informação e a operação da interface de usuário devem ser compreensíveis.

  • Robusto

    • O conteúdo deve ser robusto o suficiente para ser interpretado de forma concisa por diversos agentes do usuário, incluindo tecnologia assistiva.

  • Recomendações

    • São disponibilizadas 12 recomendações que apresentam os objetivos básicos que devem ser seguidas para tornar o conteúdo mais acessível aos usuários.

  • Critérios de Sucesso

    • Para cada recomendação, são fornecidos critérios de sucesso, que seguem os diferentes níveis de prioridades (A, AA e AAA).

  • Técnicas de tipo Suficiente e de tipo Aconselhadas

    • Para cada recomendação e critério de sucesso são disponibilizadas técnicas.

A WCAG está em sua versão 2.0 e é cada vez mais cobrada por organizações que visam atender a um amplo público. Para mais informações, acesse o ilearn referente ao assunto (http://www.ilearn.com.br/TR/WCAG20/).

Wandrieli Nery Barbosa

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A diversidade interessa

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Artigos

Há um mês atrás ocorreu em Amsterdã o evento de três dias da comunidade de Laravel, Laracon EU 2014. Pra quem não está familiarizado, Laravel é um framework de desenvolvimento usando PHP. Acesse o site deles para mais informações.

Fui selecionada para dar uma palestra no community day sobre igualdade de gênero na área de tecnologia. E a minha maior preocupação foi de descobrir uma maneira de falar sobre esse assunto sensível, sem me passar por uma feminazi. Porque é muito fácil colocar a culpa de toda a segregação que ocorre como culpa dos homens, e isso não é o que penso e nem o que eu queria passar.

Resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto para ver o que a comunidade científica tinha no assunto e encontrei coisas muito legais no site do Insituto Anita Borg e do Projeto Implicit. E a cada relatório que eu lia dessas instituições me redirecionava pra outras fontes, que me levaram a pesquisas que nem sabia que foram feitas.

No fim das contas consegui dados fortes e precisos, e coloquei o meu insight como mulher que trabalha na indústria, assim surgiu a minha palestra. Coding like a girl, o título é em referência ao “like a girl” da língua inglesa, comumente usado de forma perjorativa.

E ao apresentar, vi que as pessoas realmente estavam interessadas no assunto e que muitos ali não tinham noção de como a indústria é com relação às mulheres, nem noção do que um grupo com diversidade de gênero pode alcançar. Vale apontar que o grupo ali presente era a maioria que temos hoje no cenário: homens brancos, e não, eles não são parte da minoria, porém pude ver que a diversidade interessa para eles.

Recentemente o Business Insider soltou uma matéria falando que empresas com mulheres na diretoria, têm um desempenho melhor no mercado de ações. Link para a matéria aqui (em inglês). Esse resultado do mundo real, também foi encontrado em pesquisas.

Mas o que realmente quero abordar é que em nenhum momento senti hostilidade por parte da platéia, e fiquei muito feliz de ver que eu consegui passar o meu recado de forma concisa e racional, sem cair no velho clichê que mulher é bom nisso, e homem é bom naquilo.

O público da conferência era de quase 300 pessoas, e pelo que pude “contar” visualmente, eram 10 mulheres, e o que me surpreendeu, é que os organizadores se esforçaram em nos acolher, e inclusive fizeram camisetas femininas. Parece uma coisa sem consequência se preocupar com camiseta feminina, mas isso mostra o grau de preocupação deles em incluir o grupo em tudo que foi feito lá.

Conversando com outras pessoas, não senti uma diferença de tratamento entre palestrantes e audiência, todo mundo era livre pra conversar com todo mundo, e a comunidade em si parecia muito unida.

O resultado de todo esse tempo lá foi o weDiversifi. O weDiversifi é uma iniciativa para aumentar a consciência das empresas para igualdade, nesse caso qualquer tipo de igualdade, e dar espaço para elas se comprometerem com a causa e postar os seus feeds de vagas. É uma iniciativa que ainda está em desenvolvimento e que precisa da ajuda de quem quiser contribuir. Eu estou muito empolgada com a idéia, e quero deixar em aberto para quem quiser contribuir para passar lá no site e entrar em contato.

E para acabar uma frase:

“A diversidade é o motor da inovação”

Os slides da palestra podem ser encontrados aqui e o feedback da platéia aqui.

Gabriela D'Ávilla
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Rup - Rational Unified Process

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RUP


É um processo de engenharia de software, oferece uma abordagem baseada em fases e disciplinas que atribuem tarefas e responsabilidades dentro de uma fábrica de software. O RUP, Rational Unified Process, tem como objetivo garantir a produção de softwares de alta qualidade e que, principalmente, atenda às necessidades do cliente dentro de um orçamento previsível. Usa a abordagem orientada a objetos e é projetado utilizando a notação UML, Unified Modeling Language, para ilustrar processos em ação.
Este processo está sendo cada vez mais utilizado pelas fábricas de softwares de pequenas, médias e grandes empresas, então um profissional que entende bem este processo é muito valorizado, além de haver muitas oportunidades para os que são certificados em RUP.
Portanto se você pretende ser um analista de sistemas, requisitos ou, até mesmo, um gerente de projetos mais valorizado, estude e se dedique para ser um profissional certificado em RUP.

 

Certificação RUP

A certificação “IBM Certified Solution Designer – IBM Rational Unified Process V7.0?, é oferecida e emitida pela IBM e pode ser obtida com a realização do teste IBM-839. Com a aprovação desse teste o profissional mostra ao mercado de trabalho que realmente conhece o RUP versão 7. O teste é realizado pelo centro autorizado Prometric e, atualmente, custa $150,00, podendo ter este valor alterado.
Para ser aprovado no teste o profissional deve acertar, no mínimo, 62% das questões e, para isto, são necessários alguns dias de estudo. Entretanto, não se desanime, a prova é fácil e o próprio site oficial da certificação oferece ajuda aos estudantes.
Ficou interessado em aprender como funciona este processo? Então continue acompanhando o site /MNT, pois serão publicados vários artigos sobre o assunto.

 

Visão Geral

Quando se define RUP como um processo, é importante saber que um processo define quem (papel) está fazendo o quê (artefatos), como (atividades) e quando (fluxo) de modo a alcançar um objetivo estabelecido.

  • Papel: Descreve a função de cada envolvido;
  • Artefatos: São os produtos resultantes de um processo de software como, por exemplo, documento de requisitos, fluxogramas, entre outros;
  • Atividade: É a atividade que cada indivíduo responsável por desempenhar um papel;
  • Fluxos: É a ordem em que o processo se segue, normalmente é representado por fluxogramas de negócios, com ferramentas de BPMN ou pela linguagem de modelagem de dados, UML.

 

fasesFases do RUP

O RUP apresenta 4 fases:

  1. Iniciação / Concepção;
  2. Elaboração;
  3. Construção;
  4. Transição.

 

Disciplinas do RUP

Há 9 disciplinas seguidas pelo RUP:

  1. Modelagem de Negócios;
  2. Requisitos;
  3. Análise e Design;
  4. Implementação;
  5. Teste;
  6. Implantação;
  7. Gerenciamento de Configuração e Mudanças;
  8. Gerenciamento de Projetos;
  9. Ambiente.

Mais detalhes sobre processos e sobre cada fase e disciplina RUP serão apresentados posteriormente em novos artigos.

 

 

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ITIL - Uma visão Geral

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O-que-e-ITILNo final da década de 1980 a ITIL foi criada pel a CCTA (Central Communications and Telecom Agency), atual OGC (Office of Government Commerce) com o objetivo de avaliar a prestação dos serviços de TI no governo britânico. Após sucesso de utilização, as empresas de fora do governo perceberam que essas orientações eram geralmente aplicáveis aos seus negócios e ambientes computacionais, e, na década de 90, as práticas da ITIL passaram a ser adotadas pelos países da America do Norte.

A ITIL (Information Technology Infrastructure Library) é uma biblioteca que reúne as melhores práticas para processos de gerenciamento de serviços de TI testadas e comprovadas no mercado. Os benefícios proporcionados à organização pela implantação do ITIL são:

  • Melhora nos serviços de TI;
  • Redução de custos;
  • Melhora na satisfação do cliente por meio de uma abordagem de entrega de serviço mais profissional;
  • Melhora na produtividade.

Além disso, a ITIL dá ênfase à qualidade, definição, medição e melhoria de processos e gerenciamento de serviços de TI. Atualmente é utilizado em órgãos do governo e empresas privadas em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Certificação ITIL
As certificações ITIL são separadas em cinco níveis:

  • Certificado ITIL Foundation;
  • Certificado ITIL Intermediate;
  • Certificado Managing Across Life Cicle;
  • Certificado ITIL Expert Level;
  • Certificado ITIL Master Qualification.

O sistema de certificação é baseado nas exigências necessárias para se cumprir papéis relevantes dentro de uma organização de TI que implemente o padrão ITIL. Atualmente há milhares de profissionais de TI certificados em ITIL em mais de 30 países.

As certificações ITIL direcionam os profissionais a gerenciar serviços de TI, além de estar se tornando muito conhecida e cada vez mais solicitada. A forma de realização das provas, forma de inscrição e preços variam por nível de certificação.

Posteriormente serão disponibilizados novos artigos sobre o tema ITIL, com o objetivo de guiar os profissionais que tenham interesse em aprender como funciona este framework, bem como ter conhecimentos necessários para se certificarem.

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Eu quero tudo, ou nada!

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Artigos

Às vezes eu quero abraçar o mundo.

E tal como a criança que não entende porque os adultos tanto brigam por causa de ninharia, às vezes eu acho uma tremenda perda de tempo ficar discutindo sobre cada picuinha.

Tem dia que eu quero passar a manhã usando Linux, mexer a tarde no Windows e a noite usar o Mac.

Tem dia que eu olho pra cara do meu iPhone e penso: como seria usar o Android? Tem como usar como trial por uma semana e depois voltar pro iPhone se eu não gostar?

Tem dia que eu quero aprender esse monte de coisa legal que eu vejo, e toda vez que vejo um comparativo de frameworks me dá vontade de usar tudo e todos, como se isso fosse a propaganda da Polishop, e sim eu *PRECISO* daquele multiprocessador 20 em 1 que eu vou usar uma vez na vida.

Tem dia que eu quero programar em PHP. Tem dia que eu quero programar em Java.

Tem dia que eu não quero nem olhar pro computador. E tem dia que eu não passo um minuto longe dele.

Tem dia que eu quero ler todos aqueles livros que eu comprei e ainda nem tive tempo de tirar do plástico.

Tem dia que eu quero usar o Eclipse, e termino o dia usando o VI mesmo.

Tem dia que eu quero aprender a mexer no Sencha Touch e no jQuery Mobile e acabo não olhando nem um, nem outro.

Tem dia que eu quero Jogar GTA, jogo por 10 minutos, enjoo e acabo mudando pra Modern Warfare, até entrar no GTA de novo…

Tem dia que eu quero ouvir músicas de modo aleatório, quando o que eu quero na verdade é ouvir aquela música específica e fico o tempo todo esperando que a próxima música seja ela. Quando não, acabo avançando pra próxima mesmo!

Tem dia que eu quero mais é que o dia acabe, e tem dia que eu não quero nem ir pra cama.

O nome disso não é crise de identidade, tá mais pra transtorno bipolar mesmo.

Por Gabriela Davila

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