Eu quero tudo, ou nada!

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Artigos

Às vezes eu quero abraçar o mundo.

E tal como a criança que não entende porque os adultos tanto brigam por causa de ninharia, às vezes eu acho uma tremenda perda de tempo ficar discutindo sobre cada picuinha.

Tem dia que eu quero passar a manhã usando Linux, mexer a tarde no Windows e a noite usar o Mac.

Tem dia que eu olho pra cara do meu iPhone e penso: como seria usar o Android? Tem como usar como trial por uma semana e depois voltar pro iPhone se eu não gostar?

Tem dia que eu quero aprender esse monte de coisa legal que eu vejo, e toda vez que vejo um comparativo de frameworks me dá vontade de usar tudo e todos, como se isso fosse a propaganda da Polishop, e sim eu *PRECISO* daquele multiprocessador 20 em 1 que eu vou usar uma vez na vida.

Tem dia que eu quero programar em PHP. Tem dia que eu quero programar em Java.

Tem dia que eu não quero nem olhar pro computador. E tem dia que eu não passo um minuto longe dele.

Tem dia que eu quero ler todos aqueles livros que eu comprei e ainda nem tive tempo de tirar do plástico.

Tem dia que eu quero usar o Eclipse, e termino o dia usando o VI mesmo.

Tem dia que eu quero aprender a mexer no Sencha Touch e no jQuery Mobile e acabo não olhando nem um, nem outro.

Tem dia que eu quero Jogar GTA, jogo por 10 minutos, enjoo e acabo mudando pra Modern Warfare, até entrar no GTA de novo…

Tem dia que eu quero ouvir músicas de modo aleatório, quando o que eu quero na verdade é ouvir aquela música específica e fico o tempo todo esperando que a próxima música seja ela. Quando não, acabo avançando pra próxima mesmo!

Tem dia que eu quero mais é que o dia acabe, e tem dia que eu não quero nem ir pra cama.

O nome disso não é crise de identidade, tá mais pra transtorno bipolar mesmo.

Por Gabriela Davila

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Mobilidade Social, Cultural e Tecnológica

em . Publicado em Artigos

Participei de uma atividade diferente esse mês de Janeiro, fiz uma entrevista para a TV falando sobre Mobilidade Social.  Achei sensacional poder explicar o conceito e abordar a questão da mobilidade cultural.  O bom mesmo é ver tanta coisa legal acontecendo  e que sim, temos de aproveitar sempre para evoluir.  É a tal da economia sustentável, da leitura sustentável, do trabalho cooperativo, da construção coletiva do comum, etc.

E isso se deve e muito a tecnologia, sou uma apaixonada por tecnologia.  Sem o avanço da internet e dos computadores, a introdução desses elementos acima no nosso dia a dia seria demorada. Então o grande responsável pela mobilidade social e cultural sem dúvida é a tecnologia.

Talvez por isso a noção de tempo das pessoas de que as coisas estão mais aceleradas seja mais que uma percepção.  Para as gerações anteriores a minha, é difícil acompanhar tanta evolução e informação.  Na realidade às vezes me encontro ansiosa também para acompanhar, mas nada se compara aos mais velhos quando se deparam com auto atendimento no banco, no supermercado, pagando estacionamento, comprando ingressos para o cinema, etc.

Então me permito um exercício diário de parar e tirar um tempo para eu me encontrar comigo e extrair uma síntese diária do que aprendi de verdade.  Isso tem sido um momento mágico de recarregar as energias.  Assim posso em seguida começar novamente a fazer parte da construção coletiva desse mundo chamado internet.  Sim nele eu posso compartilhar conhecimento, escrever e aprender, escutar e falar com uma diversidade cada vez maior de pessoas e com elas evoluir.  São novos conceitos, novas formas de ver o mundo, interações mútuas cada vez maiores e mais ricas.

Por estar envolvida nesses processos de construção do conhecimento me sinto muito atraída por projetos interessantes que proliferam a todo instante, alguns que conheci, quero compartilhar e te convidar a experimentar:

www.livralivro.com.br – site onde você pode trocar livros online, um ótimo espaço para quem gosta de ler.  Pratique a leitura sustentável.

www.globalvoicesonline.org – site que se propõe a observar e amplificar as vozes das blogesferas globais.  São 190 autores localizados nas mais diferentes regiões do mundo falando sobre realidades culturais e regionais. 

Duolingo.com – onde além de aprender inglês grátis, pode-se ajudar na tradução de textos para estrangeiros.  Um processo de aprendizagem colaborativa.

http://www.brasilmaisti.com.br/ – nesse site muito legal, além de ter acesso as vagas de TI, tem espaço de treinamento por EAD, e o melhor de tudo é um site que Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) criaram.  Visa três pontos essenciais da formação profissional: conhecimento, capacitação e oportunidades.

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Mobilidade Digital - Conectados e Porque Tão Inseguros?

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Artigos

arvoredigitalO que a mobilidade digital tem proporcionado nas nossas vidas? O que nos faz prender diversas vezes ao dia na frente de uma telinha com milhares de utilidades por trás, através dos conhecidos e tão queridos smartphones e tablets, nos acompanhando em todos os lugares... será, Facebook, Twitter, estudos, trabalho, saber simplesmente as noticias do dia, e-mails, jogos e principalmente os preciosos aplicativos? Enfim tudo aquilo que a tecnologia pode nos proporcionar nesses dispositivos móveis.

É fato que grande parte do crescimento da internet hoje tem decorrência devido ao grande número de usuários usando esses aparelhos móveis, eles são uteis assim como os computadores que todos nós já conhecemos e prometem fazer coisas extraordinárias na palma das nossas mãos.

Entretanto por trás de todos os benefícios, existe um lado preocupante e ruim que afeta diretamente os usuários no que diz a respeito da segurança. Já não é novidade ouvir relatos de ataques como, por exemplo, o roubo de dados nos computadores, a única diferença é que hoje os mesmos problemas se repetem nos dispositivos móveis. O comportamento das pessoas no meio digital é umas das principais causas do índice de vitimas a cada dia na web, infelizmente as maiorias dos usuários ainda continuam com o velho costume de deixar a segurança para o segundo plano, até que é claro um incidente ocorra e a partir disso comecem a realmente a se preocupar.dispositivos

Nos aparelhos móveis a principal porta de entrada para os ataques vem por meio dos aplicativos ou simplesmente apps disponíveis nessas tecnologias e o simples costume de sair clicando e instalando aplicativos sem prestar atenção antes na sua origem e que tipo de ações o aplicativo irá precisar fazer para poder ser instalado é uns dos problemas que torna a pratica do cibercrime cada dia mais rentável, afinal os criminosos digitais agradecem o descuido dos usuários.

Bem assim como os computadores, os smartphones e tablets possuem um sistema operacional como: o Android, iOS, Windows Phone, Blackberry e Symbian. Ultimamente vale resaltar que o sistema Android está no topo da lista dos mais vulneráveis a ataques, mas porque será? Ele é aberto, mais popular, então é mais simples encontrar ferramentas para confecção de pragas virtuais e obviamente se torna mais visado para práticas ilegais, mas a questão da vulnerabilidade só existe porque quem controla esses dispositivos são os próprios usuários e como já dizia o famoso hacker Kevin Mitnick “o fator humano é o elo mais fraco da segurança”. Analisar as permissões dos aplicativos é primordial! muitos pedem acesso como: localização, informações pessoais, chamadas telefônicas, modificar/excluir conteúdos de armazenamento, controles de hardware entre outros tipos de acesso. Portanto todo cuidado é pouco! quem permiti tudo isso é você mesmo usuário a partir do simples clique de instalar. Antes investigue e reflita.

Finalizando em contagem regressiva esse breve artigo até porque tem muitas coisas a falar, deixo aqui o convite para participar doCongresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico - CONSEGI que inclusive o evento tem o foco principal na Mobilidade Digital e estarão algumas de nós Mulheres na Tecnologia por lá prestigiando o evento compartilhando conhecimentos e também deixo o convite para conhecer a Revista Segurança Digital totalmente gratuita de ótima qualidade pelo qual sou colaboradora, no final desse mês terá mais uma edição inclusive sobre esse assunto do artigo com muitas mais informações que você não pode perder.

Nágila Magalhães - @netnagila

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Tânia Andrea - Desenvolvimento de Portais

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Entrevistas

Coordenadora de projetos, designer, formada em Ciência da Computação, pós-graduada em Software Livre e Gerente de Projetos, esse é um pouco do currículo da talentosa palestrante Tânia Andrea, que compartilha conosco um pouco de sua história e motivação para ser da área de Tecnologia da Informação.

 

foto-taniaandrea Nome: Tânia Andrea

Idade: 30 anos

Área que atua: TI

Cidade: Brasília-DF

Formação Acadêmica: Graduação em Ciência da Computação, Especialização em Software Livre e MBA em Gerenciamento de Projetos

 


Um pouco sobre sua trajetória profissional
Meu primeiro emprego foi na Caixa Econômica Federal como analista de uma equipe de Suporte, aos 19 anos. Antes disso, só obtive experiência com a monitoria da faculdade, com as tecnologias básicas adotadas no curso de graduação e com um curso de web designer que para concluir era preciso fazer provas elaboradas pelo Cespe sobre as tecnologias abordadas no curso e defender o site criado na frente de uma banca examinadora deles. Assim criei meu primeiro site na Web, Cancêr de Mama, hospedado na Cjb.net. Iniciei minha jornada com ambientes e linguagens proprietárias e me frustei muito por não ter tanto acesso à compartilhamento de códigos, auxílios rápidos em listas de discussão, materiais bons e gratuitos, etc. Definitivamente eu não trabalhava com algo que promovesse a colaboração.

No quarto semestre da faculdade tive a oportunidade de trabalhar OO com Java ou Zope em uma disciplina com o professor Wilton (TOM). Optei pelo menos usual e me apaxonei! O servidor de aplicações Zope possibilitava permissões granulares, tinha o CMS Plone com sistema de login, busca e outras facilidades prontas. Tudo de bom.

Neste momento começava no governo a "onda" de adoção do software livre. Como havia citado ao meu chefe, Paulo Maia, que estudava o CMS Plone e que esta seria uma ótima solução para a Intranet da CAIXA, me convidou a assistir uma palestra do Giuseppe Romagnoli (Serpro) na semana tecnológica da CAIXA e depois me colocaram em dois grupos de prospecção de software livre. Criei três Plone Sites em um esquema de monitoria com a UFMG e depois saí do outsourcing, pela Politec, desta empresa pública. Ainda trabalhei em outros projetos da Politec, mas depois de compor a equipe Portal, decidi que me tornaria especialista na tecnologia Python/Zope/Plone (PZP). Meu amor ao Plone só crescia!

Participei de vários projetos em PZP do Ministério das Relações Exteriores (MRE); comecei consultorias externas (hoje tenho clientes há mais de 6 anos); revisei traduções do Plone 3 com a orientação do meu grande tutor Dorneles Treméa; me envolvi mais com a Associação Python Brasil (APyB) quando em 2008 entrei para o Conselho Deliberativo, motivada por amigos como o Luciano Ramalho; me ofereci como voluntária a melhorar o logotipo do projeto Oship durante a PythonBrasil[5], em Caixas, e me tornei bolsista do CNPq, por meses, com vários logos gerados e dois sites desenvolvidos no Plone 3; implantei a primeira Intranet na Polícia Federal (PF) em 2008, alguns pilotos nos Estados e hoje totalizamos 55 portais de Intranet em Plone e dois de Internet neste órgão público, como terceirizada; na PythonBrasil[7] fui convidada pelo Osvaldo Santana para integrar a diretoria da APyB.

Minha Especialização em Software Livre em 2007 foi essencial para ampliar minha atuação no mercado. Durante esta pós, convivi com pessoas excelentes e conheci mais sobre Linux e o mundo tecnológico livre com o professor de melhor didática de todos os tempos, Eriberto Mota, também coordenador do curso.

O MBA em Gerenciamento de Projetos, onde fui representante de sala em 2011, me ajudou na parte gerencial da vida e do trabalho. Na FGV posso afirmar que a experiência trocada com meus amigos profissionais foi mais relevante do que a própria grade do curso.

 

Um pouco das suas atividades na empresa
Atualmente:

    Coordeno as mais de 50 demandas de portais que a equipe recebe no mês;
    Desenvolvo/mantenho os itens visuais dos portais e dos produtos;
    Proponho soluções de portais;
    Gerencio a comunicação entre as outras várias equipes de TI do órgão;
    Faço atendimento ao usuário gestor de conteúdo;
    Dentre outras atividades.

Paola Garcia - Pesquisa e crescimento

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Entrevistas

O quadro Talento em Alta faz uma entrevista com Paola Garcia, peruana, mestre em ciência da computação, engenheira da computação é professora e muito mais. Sempre está no Brasil (é flamenguista) e mundo afora à trabalhos e eventos. Como excelente pesquisadora, ela conta um pouco como foi sua trajetória profissional e dá umas dicas para quem está começando a sua carreira. Confira:

 

paola

Nome: Paola García Juárez

Idade: 36 anos

Área que atua: Computação Forense, Fraude Informático, Segurança da Informação, Cloud Computing e TIC

Cidade: Lima - Perú

Formação Acadêmica: Mestre em Informática (Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), Engenheira de computação (Universidad Femenina del Sagrado Corazon - Perú)

 

Formação complementar:

  • Computer Hacking Forensic Investigator Certification (E-Council - 2012) - em processo
  • Project Management Professional Certification (PMI - 2012) - em processo
  • Computação Forense (NPROS - 2012)
  • Técnicas de entrevista e conducta de risco (Talent Consulting - 2012)
  • Segurança da informação documental (PWC - 2012)
  • Hacking de aplicações Web (NPROS - 2011)
  • Ultimate Hacker Expert (Foundstone - 2006)
  • Linux Enterprise Administrador & Security (Cibertec - 2006)
  • Intrusion Detection in depth (SANS Institute - 2005)
  • Security Specialist (Cibertec - 2005)
  • Hacker Techniques & Exploits (SANS Institute - 2004)
  • Security Professional (New Horizons - 2004)
  • Técnicas de Hacking (Orion - 2003)
  • Project Risc Management (IBM - 2002)
  • Microsoft Solutions framework (Microsoft - 2002)


Um pouco sobre sua trajetória profissional

Atualmente sou Chefe do Departamento de Pesquisas Tecnológicas e Computação Forense de um conhecido banco peruano e Professora da Faculdade de Engenharia de Sistemas. Sou Palestrante em eventos e congressos nacionais e internacionais de Cloud Computing, Segurança informática e TIC. Além disso, sou mentora do projeto Startup Academy no Perú. Me desempenhei como Analista Sênior no Departamento de Informática Forense e no Centro de Operações de Segurança Informática.

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