Entrevista com Maria Sanchez, da Stylight

Por Márcia Santos Almeida. Publicado em Entrevistas

foto da mariaMaria Platero Sanchez é Junior Developer na Stylight. Na entrevista ela fala sobre o app desenvolvido pela empresa, a presença feminina no mercado de tecnologia e um pouco mais sobre sua trajetória profissional.


● Qual a diferença entre Stylight e os outros apps de moda ou de compras?

O app da Stylight oferece aos usuários a chance de procurar pelos produtos desejados, apenas com alguns passos, ao usar a função do filtro. Uma das principais diferenças entre o nosso app e os outros? Os usuários não estão limitados a pesquisarem somente uma loja. Além disso, no app da Stylight é possível encontrar produtos de mais de 350 das principais lojas online do mundo inteiro. Você não precisa mais navegar por vários sites! Eu estou convencida de que um dos nossos pontos fortes é a nossa excelente tecnologia de compras adaptada às particularidades dos 15 países em que estamos presentes. Ou seja, “inspiração global e comércio local."

● Descreva a usuária da Stylight. Que tipo de mulher ela é?

Na Stylight, o nosso foco é na “mulher Millenium” (idade entre 20-35) em todas as partes do mundo. Elas estão sempre conectadas e exigindo interação pessoal com as marcas que consomem. Essas mulheres valorizam formas convenientes de compras, que permitem obter a melhor experiência da maneira e no local que elas querem. E é claro que elas gostam de comprar online, pois dessa forma elas tem mais acesso à variedade de produtos e tamanhos. Elas podem descobrir as tendências da moda e fazer compras literalmente sempre que quiserem. É nisso que nós somos bons.

● Fale um pouco mais sobre a sua experiência no time de developers da Stylight - uma plataforma de moda com sede na Alemanha, mas que está presente em diversos países.

O time de developers da Stylight é um grupo muito dinâmico e, no momento, há três mulheres no departamento! Nós trabalhamos muito bem juntos e temos múltiplos projetos crossfunctional.  Assim, nós temos a oportunidade de trabalhar com diferentes colegas de trabalho. Por exemplo, tivemos recentemente uma hackathon com projetos independentes da rotina de trabalho. Temos também eventos sociais como boliche, onde a gente tem tempo de conhecer o time um pouco mais! Durante o horário de trabalho, também é muito fácil abordar qualquer um dos developers com pedidos de ajuda ou para finalizar pendências que podem aparecer.

● Quais são os maiores desafios de ser uma mulher e trabalhar com tecnologia?

Acredito que o maior desafio seja ser percebida como profissional, e não apenas como “uma mulher tentando ganhar destaque na tecnologia”, como a mídia geralmente se refere ao assunto. Para chegar a esse patamar, é preciso normalizar o fato de que uma mulher pode muito bem escolher trabalhar com tecnologia, assim como um homem pode fazer uma escolha profissional em um meio dominantemente feminino. Isso significa que a sociedade precisa mudar sua própria percepção de que a tecnologia é um campo masculino, criando o conceito de mulheres developers como um caso excepcional.

● Quais seria o seu conselho para uma colega que está prestes a entrar na carreira, mas não sabe como dar o primeiro passo?

Na verdade, daria o mesmo conselho para uma colega mulher, assim como um homem. Como qualquer outra área, precisamos de tempo para nos acostumar com as diferentes tecnologias, métodos e conceitos. No começo pode parecer um pouco de informação demais, só que depois do “click”, tudo passa a fazer sentido. Eu  recomendaria que a pessoa começasse a ler a respeito, seja em livros, ou em tutoriais do Youtube, e sempre ter a cabeça aberta para novas ideias.

● Como é trabalhar como developer no mercado alemão?

Acho que pode ser destacado o fato de que eles estão dando cada vez mais valor aos métodos de trabalho Agile e times cross-functional. Isso é legal porque nós temos a oportunidade de trabalhar juntos com pessoas de diferentes departamentos e assim aprender mais sobre outras.

Vamos falar agora sobre Maria:

● Como você se descreve em até 140 caracteres:

Criativa, aluna ansiosa e apaixonada por tecnologias. Eu sou viciada em viajar e descobrir novos lugares #wanderlust #android

● Como e por que você virou uma developer de Android?

A primeira vez que eu trabalhei em um projeto para Android foi durante o meu intercâmbio na Suécia:  trabalhávamos em uma empresa sueca e tinhamos que criar um aplicativo para o controle remoto de uma TV. Tinhamos que simular todo o processo como se a gente fosse uma empresa de verdade e eu adorei a facilidade em ver os resultados do que você programava desde o início do projeto. Na maioria das vezes é muito fácil testar o seu código e é divertido brincar com o app em diferentes aparelhos. Quando procurei por emprego eu decidi que a melhor opção era Android, já que foi o que eu mais gostei durante o projeto. Assim que eu vi o emprego oferecido pela Stylight, eu adorei a oportunidade de poder trabalhar no ramo (da moda) e empresa: e aqui estou!

● Qual a importância da tecnologia para você?

Muito importante, não somente eu trabalho nisso (e para isso) todos os dias, mas eu também uso no meu dia a dia e me ajuda a permanecer em contato com meus amigos e a realizar. Moda é importante na vida de qualquer pessoa por que é a forma que você se expressa e como você quer que os outros te vejam.

● Compras online ou offline?

Compras offline para fazer com as amigas e online para achar os melhores descontos.

● Iphone, Android ou Windows Phone?

Android, é claro!

● Computador ou tablet?

Computador.

● Mac ou WIndows?

Mac.

● Ebooks ou livros impressos?

Livros impressos, eu amo o romantismo e o cheiro de livros novos.

● Quais aplicativos você usa para o seu trabalho como um Android developer?

Na maior parte do tempo eu uso Android Studio, mas também tem o HipChat, New Relic, Google Drive, GitHub, Jenkins e Paw.

● E quais você usa para tornar o seu dia a dia mais fácil?

Whatsapp e Facebook.

● Há algum app que você não consegue viver sem? (desconsiderando WhatsApp ou o Facebook)

Como eu sou viciada em viagens, com certeza Google Maps! Quando você está em uma nova cidade ou durante uma viagem, quando é indispensável andar ao redor e achar locais legais

● Qual o último app que você instalou?

Strava, um aplicativo para corridas e percursos de bicicleta.

● Você e videogames: qual a sua opinião sobre eles? Qual você recomendaria?

Eu nunca joguei muito video game, no entanto eu sou uma grande fã de jogos sociais, como os do Wii e especialmente: SingStar! É indispensável para festas!

● Qual a sua rede social favorita? Qual a sua dica de como usá-la?

Com certeza, Facebook. Eu realmente adoro a facilidade de falar com os meus amigos de qualquer lugar e também de entrar em contato com novas pessoas. Minha dica seria: compartilhar é legal, mas você não quer ser a pessoa postando todas as suas refeições no Facebook. As vezes compartilhar tudo é muito!

● Um perfil que você recomendaria seguir no Twitter ou Instagram.

No Instagram eu amo o perfil da National Geographic @natgeo, eles postam fotos lindas e tópicos interessantes. Meu dia fica bem melhor toda vez que eu vejo um dos posts deles.

● Qual foi o maior problema que você conseguiu resolver graças à tecnologia?

Viajar o máximo possível e manter um backup de todas as minhas fotos.

● E qual o problema que você não conseguiu resolver?

Teletransporte!

● Qual o pedido mais estranho que você já recebeu de amigos ou parentes que não fazem nenhuma ideia de tecnologia?

Minha mãe minha mãe pediu para consertar um vídeo cassete que foi queimado por um raio e um pico na rede na elétrica porque “eu entendo de máquinas”.

● Qual o gadget tecnológico mais estranho que você já comprou?

Há alguns anos eu comprei um helicóptero controlado por rádio com uma pequena câmera e eu usei para perseguir o meu cachorro ao redor da casa enquanto filmava tudo.

● Como você vê a presença de tecnologia na vida da mulher?

Hoje em dia a tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Acho que, ultimamente, as mulheres estão mais inclinadas a usar tecnologia diariamente e se interessar pelo mundo tecnológico: ninguém tem mais vergonha de ser chamado de nerd!

● Um sonho relacionado à tecnologia que você gostaria de compartilhar.

Eu adoraria ver o dia em que a tecnologia não está somente presente na vida de todo mundo mas também ajudando pessoas em dificuldades ou com doenças a ter uma melhor qualidade de vida e superar obstáculos.

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CsF– Experiência que vale ouro

Por Márcia Santos Almeida. Publicado em Entrevistas

Apesar de eu estar trabalhando em um projeto de desenvolvimento e pesquisa operacional, estar a caminho do último semestre da faculdade, e estar com tudo certo para ser contratada em uma excelente empresa de P&D no Ceará na qual eu fui estagiária por 2 anos, eu decidi me inscrever para o Ciência sem Fronteiras. 

Apesar de eu ainda ter algum medo por essa ser a minha primeira viagem internacional, no fundo, eu estava me sentindo como os espanhóis quando lançaram seus navios ao mar em direção a mares “nunca antes navegados”.

marcelaFoto: Arquivo pessoal de Marcela

Outra coisa que me preocupara era o fato de eu nunca ter feito um curso de inglês no Brasil. Por conta de eu ser de uma família muito humilde do interior do Ceará (Aratuba), um curso de inglês era algo totalmente fora de questão. No entanto, quando eu cheguei em Tempe, Arizona, em agosto de 2013 não tive muitas dificuldades. Comecei o curso de inglês da Arizona State University. Entrei no clube Women in Computer Science mas era quase impossível acompanhar tudo que era dito pois eu estava muito no começo.

Em 2014, eu comecei a ter aulas relacionadas à minha graduação em Ciência da Computação. Eu estudei Gerência de Projetos, onde juntos com alguns colegas de classe, ajudei a criar o The Social Film Club. Um clube de discutir cinema. Também estudei Astronomia, uma das minhas paixões. O que me ajudou a conseguir participar das reuniões de um dos projetos financiados pela NASA aqui na Arizona State.

Porém foi em Maio que aconteceu algo maravilhoso que mudou para sempre a forma como eu penso sobre ciência. Eu fui selecionada para a 2014 Wolfram Science Summer School. Primeira brasileira a conseguir uma vaga nessa summer school e única pessoa do Brasil esse ano. Eu apresentei um projeto sobre Processamento de Imagens e Autômatos Celulares. Mas foi a inteligência do Dr. Stephen Wolfram que fez essa oportunidade ser algo mais que especial para mim. Depois disso, fui visitar a antena usada para descobrir a radiação cósmica de fundo – longa história que eu contei para o pessoal da Rede CsF no link abaixo.

Agora de volta à ASU, estou estudando desenvolvimento de jogos, desenvolvimento de aplicativos para iOS, mais duas disciplinas de programação e faço parte também de um projeto que ensina tecnologia para crianças. Um dos grandes sonhos que sempre tive. Além disso, sou uma das fundadoras do Brazilian Club at ASU, uma organização para ajudar estudantes brasileiros a melhorar no inglês, encontrar estágios, saber mais sobre a universidade e a cidade. Tem sido tudo mais que maravilhoso. Quem tiver a oportunidade de vir estudar em outro país, não perca tempo! 

https://www.facebook.com/brazilianclubatasu

https://www.youtube.com/watch?v=wc5QAwEqW4A

Obrigada, meninas!

 Marcela Alves

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Entrevista com Conselheira do MNT para TV SERPRO

Por MNT. Publicado em Entrevistas

Durante o VI Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletônico, CONSEGI, que aconteceu em Brasília dos dia 13 a 15 de agosto de 2013, a Conselheira Danielle Oliveira participou de um bate-papo com o tema: "Mulheres e TI: ainda existe preconceito?".

A entrevista está disponível na íntegra no site da TV SERPRO e no Youtube.

A Secretaria de Política para Mulheres também fez matéria sobre o assunto. Confira

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ThoughtWorks quer as mulheres

Por Márcia Santos Almeida. Publicado em Entrevistas

Não é de hoje que muitas empresas tem se preocupado com a presença das mulheres no seu quadro funcional. Muitos afirmam que as equipes mistas produzem mais e as mulheres tem um feeling para criação de novos produtos sem igual. É por isso que empresas do segmento de TI têm se redobrado para garantir a presença delas, já que é bem desproporcional em relação às demais.

Confira a entrevista com Camila Tartari que é recruiting lead da ThoughtWorks Brazil a respeito do trabalho que vem desenvolvendo na sua organização.

 

Por Maurício Renner

THOUGHTWORKS BRAZIL/DIVULGAÇÃO/JC

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1 - Quais são as metas da ThoughtWorks em relação à contratação de mulheres?

Camila Tartari – De maneira global, a meta da empresa é chegar um dia a ter a metade dos times formada por mulheres. Vamos nos aproximando desse objetivo pouco a pouco. No Brasil, hoje temos 15% de participação feminina. Até o final do ano, queremos aumentar o número um pouco mais, para 20%. Assim, ficamos um pouco mais perto da média mundial, que é de 27%. A companhia tem 170 funcionários no Brasil.

2 - Como vocês conseguem isso, se a grande maioria dos profissionais no mercado é homem?

Camila - Existe um estigma grande na área no sentido de que as mulheres não têm a mesma capacidade para lógica, matemática, etc. Nós fazemos um esforço para que talentos femininos considerem a carreira, patrocinando eventos na área, como o Rails Girls ou o Encontro Nacional de Mulheres em Tecnologia. É importante destacar que a empresa não diferencia o processo de seleção de acordo com gênero aceitando profissionais menos qualificadas ou se dispondo a pagar salário acima da média

3 - Qual é o ganho para a empresa por fazer esse esforço todo?

Camila - O esforço em aumentar a participação feminina no mercado é parte das metas sociais da ThoughtWorks. Nós acreditamos que também ajuda a aumentar a produtividade da companhia como um todo. É difícil produzir uma métrica para identificar isso, mas parece claro que pessoas com origens e experiências diferentes terão mais maneiras de responder a um problema dentro de um projeto.

 
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